Teste de Performance em Torres de Resfriamento

  • Termoparts - Peças de Torres de Resfriamento
  • outubro 27, 2017
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Há dois anos a Termoparts e a JCT, conceituada empresa de engenharia e serviços em Torres de Resfriamento na região do Rio de Janeiro, se uniram em suas especialidades para realizar Testes de Performance em qualquer modelo ou marca de Torre de Resfriamento, com pessoal altamente especializado e de acordo com as normas do CTI – Cooling Technology Institute, reconhecidas internacionalmente pelo alto nível de exigência e precisão.

Para a realização dos testes, a Termoparts/JCT utiliza os mais modernos e confiáveis equipamentos de medição, aferidos periodicamente e com total garantia de precisão.
Essa união veio preencher uma importante lacuna existente no mercado, de proporcionar uma opção segura e confiável ao adquirente de uma Torres de Resfriamento.

Objetivos do Teste
A finalidade do Teste de Performance ou Desempenho de uma torre nova está na aferição de suas especificações de projeto, garantindo ao comprador que o produto foi realmente fornecido com o desempenho ofertado.
Mesmo sendo uma situação inaceitável, a quantidade de torres fornecidas ao mercado em condições subdimensionadas é muito grande (veja artigo específico aqui mesmo em nosso site), o que faz com que o preço do produto se torne mais atraente ao mercado ao custo de seu desempenho real.

Em torres usadas, o teste auxilia na identificação de problemas com o equipamento. Muitas vezes o usuário do equipamento acaba adquirindo uma nova unidade acreditando que sua torre atual não está atendendo a demanda de água fria, quando na verdade existe algum problema técnico que o impede de atingir o desempenho máximo.

O Teste de Performance também é um grande auxiliar na recapacitação do equipamento, que através de algumas melhorias técnicas, pode aumentar sua capacidade de fornecer água mais fria, ou uma vazão maior, sem a necessidade da substituição do equipamento.

O que a Termoparts/JCT tem para oferecer?
Para que um teste tenha a confiabilidade necessária, alguns cuidados precisam ser tomados:

– Jamais adquirir o teste do próprio fornecedor do equipamento
A Termoparts/JCT é imparcial, não fabrica torres de resfriamento, e garante total confiabilidade nos testes, sem favorecimentos a qualquer fabricante.

– Exigir procedimentos e recursos confiáveis
A Termoparts/JCT realiza os testes conforme padrão CTI, reconhecido internacionalmente pela sua confiabilidade. Além disso, só utiliza técnicos e engenheiros especializados, munidos de equipamentos completos, de precisão e sempre aferidos. Nada é “adotado”, “suposto” ou “imaginado”. Tudo é confirmado usando os melhores recursos técnicos para um resultado correto do teste.

– Condições de aquisição acessíveis e de reconhecida qualidade
O custo de um Teste de Performance representa uma pequena fração do preço do equipamento, facilitando o acesso ao serviço. A qualidade dos serviços é garantida pela quantidade de clientes satisfeitos, inclusive empresas conhecidas no mercado pela altíssima exigência dos produtos e serviços que adquire.

– Assistência Jurídica
A Termoparts/JCT fornece total Assistência Jurídica, com profissionais habilitados tanto na área técnica como no âmbito legal, capazes de auxiliar seus clientes a se resguardarem de futuros problemas, e também a obter a justa compensação, se necessário.

Certificação de Teste de Performance em Torres de Resfriamento

Exija sempre o Teste de Performance quando adquirir uma Torre de Resfriamento

A Termoparts realizou Testes de Performance em mais de 60 torres instaladas no mercado. Como já era esperado, a maioria delas apresentava problemas de subdimensionamento.
Esse é um problema cada vez mais frequente. Fabricantes de torres subdimensionam seus equipamentos para conseguir um preço mais competitivo que os dos demais concorrentes.

A Termoparts fornece aos consumidores finais a relação dos equipamentos testados, e os resultados são bem desanimadores. Falta seriedade por parte de alguns fabricantes. E o problema não atinge somente torres pequenas. Grandes instalações com torres de concreto de grande porte e altas vazões também são vítimas do descaso dos fabricantes, como já pudemos constatar.

Como os fabricantes conseguem subdimensionar uma torre?

Muitos fabricantes se aproveitam de algumas oportunidades que a maioria das solicitações carregam em suas especificações.
A maioria dos compradores de Torres de Resfriamento, ao especificar seus equipamentos, o faz com uma certa folga, evitando que o equipamento funcione dentro de condições muito restritas. O fabricante, ao perceber isso, ou ao identificar de alguma outra forma que a torre possui alguma folga para a aplicação proposta, projeta o equipamento com um desempenho menor do que aquele solicitado. Isso pode alterar significativamente o custo do equipamento, aumentando seu lucro e colocando-o em vantagem diante das ofertas dos concorrentes.

O comprador de uma torre subdimensionada geralmente não percebe o problema tão cedo. Mas, com o passar do tempo, devido à uma necessidade de um aumento de vazão, por menor que seja, o equipamento mostra a sua limitação. O usuário do equipamento acaba acreditando que o problema é natural, uma consequência de sua própria expansão de produção, e que adquirir uma nova torre é o mais correto a fazer.

Em outros casos, os fabricantes se valem do conhecimento do processo produtivo, sabendo que uma torre subdimensionada, mesmo não atingindo a temperatura de água fria solicitada, não vai causar problemas ao processo industrial, e novamente aproveitam-se desta folga.
Ainda, podem fornecer torres que trabalham bem sob algumas condições climáticas, mas que sofrem queda de desempenho sob outras condições.
Mesmo quando o usuário percebe que o equipamento não está apresentando o desempenho desejado, o fabricante alega que a qualidade da água não foi informada corretamente, que houve mudança de vazão, que o processo sofreu algum tipo de alteração, além de inúmeras outras desculpas (até mesmo o aquecimento global acaba virando o culpado), que no final nada se conclui.
Outras vezes, eles fazem referência à proposta enviada, onde normalmente, ardilosamente, inclui num local discreto da proposta e com letras menores dizeres do tipo: “Especificações sujeitas a alterações sem aviso prévio”. Pronto !!! Está preparada a defesa diante de uma possível descoberta do problema.

Como se precaver deste tipo de situação?

Muitos compradores incluem uma cláusula contratual no pedido de compra informando que será realizado um Teste de Performance do equipamento, que se não apresentar o desempenho especificado, bloqueará pagamentos ainda pendentes (alguns justamente para esta finalidade), ou sujeitará o fornecedor a obrigação de substituir o equipamento. Mas, é importante exigir que seja retirada a informação já descrita acima, que permite ao fabricante alterar as especificações a qualquer tempo sem prestar qualquer satisfação sobre isso.

O melhor a fazer é sempre realizar um Teste de Performance numa torre recentemente adquirida, mas, sempre com o cuidado de não incluir isso na solicitação de compra ao próprio fornecedor.
Por razões óbvias, o teste deve ser sempre realizado por uma empresa que não seja a própria fornecedora do equipamento. A empresa deve ser idônea, imparcial e apta a realizar os testes com equipamentos adequados, técnicos ou engenheiros especializados, e dentro de normas específicas e sérias.

Para a sua segurança, exija sempre um Teste de Performance ao adquirir uma nova Torre de Resfriamento.
Mesmo que perceba o problema fora do período de garantia, saiba que a Justiça ainda pode ser uma solução viável, pois se tratando de um problema que não pôde ser identificado durante o período de garantia, ele ainda assim está passível da obrigação de uma solução por parte do fabricante, mesmo que indenizatória.

Condições de Teste de Performance em Torres de Resfriamento

CONDIÇÕES GERAIS PARA REALIZAÇÃO DO TESTE DE PERFORMANCE NA TORRE DE RESFRIAMENTO

1. Esclarecimentos Iniciais

O Teste de Performance (ou de Desempenho) em Torre de Resfriamento de Água é basicamente uma comparação do desempenho geral do equipamento instalado com as especificações de projeto da torre. Por esta razão, há necessidade dos dados de projeto para o cálculo da sua performance. Na ausência de tais dados, é possível a realização das medições, determinando as condições de desempenho da Torre, mas não será possível elaborar um relatório comparativo, para aferição do projeto.

Durante a realização do teste, as condições operacionais devem ser mantidas constantes, principalmente com relação à vazão de água (nenhuma válvula deve ser aberta ou fechada, assim como bombas não podem ser ligadas ou desligadas) e com relação ao funcionamento do ventilador (controle de liga/desliga acionado por termostato deve ser desligado). Além disso, a carga térmica deve ser constante, dentro da faixa de variação permitida (ver item 2). Todo o sistema deve estar funcionando por um tempo suficiente para atingir um regime permanente, para estabilização das condições de operação. O teste não poderá ser realizado logo depois da entrada em operação, nem com carga térmica insuficiente.
Alguns termos aplicados ao Teste de Performance, e suas definições:

• Torre: conjunto de células idênticas fisicamente e operacionalmente, com paredes divisórias comuns entre células.

• Célula: unidade constituída de todos os componentes necessários para o funcionamento independente, exceto a bacia de água fria que pode ser de uso comum (compartilhada) para a torre.

• Temperatura de bulbo úmido (TBU): Temperatura do ar medido por um termômetro, denominado psicrômetro, com bulbo úmido envolvido por uma mecha úmida e com circulação constante de ar. A evaporação da água é função da umidade relativa do ar, que provoca uma redução na temperatura medida no psicrômetro, quando comparado com a medida num termômetro de bulbo seco. Para umidade do ar de 100%, a temperatura de bulbo seco (TBS- temperatura do ar conhecida popularmente) será igual a TBU. Quando menor a umidade relativa do ar, menor será a TBU.

A medição de vazão de água circulante será realizada por equipamento de medição, desde que não tenha um aparelho já instalado no sistema para esta finalidade. É preciso observar se a vazão que está sendo medida é a vazão total somente da torre que está sendo testada.
O teste não pode ser realizado em duas ou mais torres diferentes em conjunto. Caso a bacia de água fria seja única para várias torres, será preciso isolá-las para a realização do teste. O teste e o relatório seguem os padrões internacionais conforme procedimentos do CTI (Cooling Technology Institute), confrontado com a norma ABNT NBR 9792.

2. Condições Necessárias para a Realização do Teste:

As seguintes condições devem ser observadas para o sucesso na realização do teste:

• Condições do Equipamento:
– sistema de distribuição de água livre de obstruções;
– equipamento mecânico e ventilador em perfeitas condições de funcionamento, com ângulo das pás regulado para manter um consumo de +ou- 10% do consumo de projeto.
– eliminador de gotas livre de obstruções;
– enchimento livre de obstruções;
– nível de água na bacia de água fria mantida na cota normal;
– a torre deverá ter sido montada há menos de 12 meses (no caso de teste de aceitação de torres novas);

• Condições Climáticas:
– durante o teste, as condições climáticas devem ser estáveis, com variação máxima de 1ºC/h na TBU;
– a velocidade do vento não deve ultrapassar 4.5 m/s de média, ou 6.5 m/s de máxima com duração de 1 minuto;
– TBU deve estar em +ou- 5.5ºC em relação a projeto;

• Condições Operacionais:
– diferencial de temperatura (temperatura de água quente (TAQ) menos temperatura de água fria (TAF)), deve estar em +ou- 20% em relação à de projeto;
– vazão de água circulante deve estar em +ou- 10% em relação à de projeto (é admissível, então, uma carga térmica variando de 72 a 132% em relação à de projeto);
– torres multicelulares podem ter células fora de operação (ventilador desligado e sem circulação de água), desde que cada célula em operação esteja dentro dos limites de vazão e temperatura;
– a água deve estar sendo igualmente distribuída para todas as células em operação;
– a quantidade total de sólidos dissolvidos na água deve ser inferior a 500 ppm;
– a água não deve conter mais de 10 ppm de óleo, asfalto ou substâncias graxas.

3. Providências para Realização do Teste:

É de responsabilidade do solicitante a observação das condições para a realização do teste (item 2 acima) e das seguintes providências:

• Prover o ponto para medição de vazão da água caso o sistema não tenha outros recursos já instalados na linha (placa de orifício, aparelhos magnéticos, de ultra-som ou similares, previamente calibrados).
Caso nenhum outro meio seja possível de ser utilizado, a vazão será estimada com base na curva da bomba e da medição do diferencial de pressão entre a entrada e a saída da bomba. A instalação dos manômetros e o fornecimento da curva da bomba é de responsabilidade do solicitante.
Nota: Para viagens de avião, o jogo de equipamentos pode exigir o pagamento de excesso de bagagem, sendo então importante definir com antecedência o meio que será utilizado para medição de vazão.

• Prover andaimes e plataformas nos pontos de medição de vazão, de forma a permitir um trabalho com total segurança para um mínimo de três pessoas.

• Prover um acesso seguro até o ponto de medição da temperatura de água quente e fria.

• Instalar duas tomadas de força de 110 V CA monofásica, uma em cada face da torre de maior extensão de entrada de ar, aproximadamente na região central do seu comprimento, próximo da borda da bacia de água fria.
Nota: Caso o local onde a torre está instalada seja considerado área de risco Divisão I, com presença de gases inflamáveis, este fato deverá ser comunicado para que o equipamento adequado seja providenciado para o teste.

• Facilitar a entrada do veículo com os equipamentos de teste até as proximidades da torre e a liberação dos equipamentos e ferramentas que serão utilizadas no teste.

• Disponibilizar um ajudante, um eletricista e um técnico responsável pelo acompanhamento do teste. O eletricista irá medir a corrente, tensão e o fator de potência dos motores dos ventiladores das torres. O fator de potência, caso não seja possível de ser medido, será estimado conforme a corrente medida. Caso não possua aparelhos de medição de corrente e tensão, deverá ser comunicado para que possamos providenciar para o teste.

4. Programação do Teste:

A data da realização do teste deverá ser marcada com um mínimo de 15 dias de antecedência. Para viagem de avião, haverá excesso de bagagem por conta dos equipamentos. Outras despesas de viagem serão por conta do solicitante.
No dia do teste, durante o período da manhã, serão verificadas as condições para a sua realização. Se todas as condições forem satisfatórias, será realizada a medição de vazão de água (~2 horas de duração). No período da tarde, serão tomadas as medidas TAQ, TAF e TBU (~2 horas de duração sendo 1 hora de medições de temperatura). Geralmente, é possível testar apenas uma torre por dia. Em até 15 dias, será apresentado o relatório com os resultados.
Caso as condições para a realização do teste não sejam satisfatórias, poderá ocorrer uma das seguintes alternativas:

● Se as condições climáticas não forem adequadas, o teste será adiado.
Poderá ser marcado para uma outra data, ou aguardar a melhoria do tempo (conforme disponibilidade de nosso técnico). Os custos de estadia, viagem, alimentação e transporte local são por conta do cliente.

● Se as condições operacionais ou do equipamento não forem satisfatórias, o teste será adiado e remarcado para outra data, posterior ao término das providências necessárias.
O custo do teste será cobrado, mesmo sem sua realização, juntamente com todas as despesas da viagem.

● A falta de algumas das providências do item 3, poderá causar atrasos na programação do teste. Todos os custos decorrentes do atraso serão a cargo do solicitante.